Versao que se ouve na rádio Portuguesa:
Versao que se ouve na rádio Espanhola:
Quem conheça as duas culturas nao se vai surpreender com a diferença!
Este pequeníssimo exemplo pode mostrar duas coisas: exemplificar uma das claras diferenças entre as nossas culturas e como toda a informaçao que nos chega é tao pequena no nosso microcosmos, se se vier a conhecer apenas a informaçao que passa em Portugal, ou só em Espanha, ou só nos EUA... só vemos um plano muito pequeno de toda a informaçao. Até nas coisas mais pequenas e insignificantes.
31 de maio de 2011
27 de maio de 2011
shchshshxxx
Príncipe - Hi Igor! Do you know who is the coach of Iranian national team now?
Eu - No, who?
P - It's Keyrosh!
E - Hum... good... I think... who is Keyrosh?
P - How come that you don't know? He is Portuguese, he even trained your national team for some time!
E - What?
(Penso 3 segundos mais!)
E - Ahhhh... you mean Queiroz!!!!
Acho que é por estes e por outros motivos que os estrangeiros acham os nossos sons um tanto ou quanto esquisitos e pensam também que estamos a falar russo!
Eu - No, who?
P - It's Keyrosh!
E - Hum... good... I think... who is Keyrosh?
P - How come that you don't know? He is Portuguese, he even trained your national team for some time!
E - What?
(Penso 3 segundos mais!)
E - Ahhhh... you mean Queiroz!!!!
Acho que é por estes e por outros motivos que os estrangeiros acham os nossos sons um tanto ou quanto esquisitos e pensam também que estamos a falar russo!
26 de maio de 2011
Argumentaçao VS Pensamento Paralelo
Nao sou um grande fa dos grandes filósofos gregos!
E esclareço quando digo "os grandes filósofos", porque outros "menores" parecem-me ter produzido trabalhos bastante mais importantes dos quais, do pouco que conheço, sou grande apreciador.
Outro post virá um dia onde explico melhor a minha opiniao...
Toda a gente tem uma ideia do que é argumentar.
O que nos dizem os textos é que:
A teoria da argumentaçao prende-se em tres disciplinas: a lógica, o dialecto e a retórica.
Terá começado o seu caminho histórico com Sócrates, passando por Platao e terminando (ou começando verdadeiramente como uma disciplina de estudo sério) com Aristóteles, resumindo muito muito.
Os Gregos valorizavam mais a Filosofia, a Musica, o Pensamento, enfim, "artes" mais conceptuais eu diria, mas isto pode ser contestado, nao é uma verdade absoluta em si.
Ao contrário os Romanos sempre foram mais pragmáticos, chegaram a desvalorizar a Ciência em prol da Retórica e de estudos Políticos e Literários.
No computo geral a educaçao Grega era melhor, seja dito. Seria normal aliás para um jovem, no tempo em que coexistiram com grandes naçoes e que a primeira nao havia influenciado definitivamente a segunda, que quisesse ter sucesso e assim o pudesse fosse terminar os seus estudos na Grécia.
Serve isto apenas para demonstrar como era importante o conhecimento para estas civilizaçoes que nas classes médias e alta tinham uma educaçao que podia ser quase considerada melhor que a de hoje (de acordo com o que se creia ser uma boa educaçao).
A Argumentaçao, voltamos ao início, foi criada como forma de debate lógico e persuasivo entre duas ou mais partes. Argumentar tem como base a pretensao de fazer crer a outros que a nossa ideia é a correcta, ou que aquilo que expomos é o lógico e o correcto.
Se o mundo fosse plano este sistema era perfeito. A é melhor que B optamos por A, A+C melhor que A, e A e C nao se excluem, optamos por A+C, perfeito.
A arte de bem expor argumentos, de bem falar, era um dos maiores privilégios e uma das qualidades maiores num homem e hoje, mais de 2000 anos depois, a coisa nao mudou muito na verdade. Aquele que consegue expor os seus argumentos de forma exemplar, sem falhas, com contra-argumentos, convicçao, e que consiga derrotar aqueles que tenham opinioes diferentes, é um homem de sucesso.
O exemplo mais claro é a própria Democracia, criada também nesse tempo. O sistema democrático baseia-se neste sistema de argumentaçao. Várias partes debatem entre umas e outras tentando convencer os outros sobre os seus certos pontos de vista.
Para terminar esta parte que fala da argumentaçao falamos do seu aspecto mais importante, o seu propósito final! A argumentaçao pretende definir, estabelecer por A + B, "aquilo que é"! O que é o bem, o que é o mal, o que é o amor, o que é a justiça, o que é o melhor! O problema em tentar definir "o que é", é que aquilo que é é muitas coisas em muitos momentos! O mundo nao é estanque, nao é plano!
Em 80% dos dialogos argumentativos de Sócrates (assim escritos por Platao) nao existe mesmo conclusao alguma. Ele limita-se a apontar o que é "errado" na tentativa de expor por oposiçao o "correcto".
Platao dizia que a verdade estava escondida para lá das sombras que viamos, expo-lo brilhantemente na sua alegoria da caverna e Aristóteles com a sua lógica taxonómica de inclusao e exclusao punha tudo dentro de "caixas". Podia ou nao algo estar dentro de uma caixa, o que nao podia era estar meio dentro e meio fora da caixa, nem podia estar em parte alguma que nao fosse dentro ou fora desta caixa. Ou era, ou nao era!
Como nota mesmo final é importante admitir a componente que o ego tem em tudo isto. Torna-se uma luta pessoal ganhar uma argumentaçao, onde o meu ego sai inflado ou diminuido se eu a ganho ou nao, por isso, no mundo moderno, estes debates sao motivados demasiadas vezes por esta componente. Nao é certo, nao, mas acredito que é muito habitual.
Imaginemos agora outra alegoria:
Estamos numa casa de campo, quatro pessoas estao de cada lado dos quatro lados da casa e cada uma delas está a tentar argumentar que a casa é como ela a vê, todas têm razao, mas nenhuma entende, porque assumiu o seu papel argumentativo, com o ego assente também, e procurará convencer as outras de que o seu ponto de vista é o correcto.
Imaginemos agora que as 4 pessoas dao, juntas, a volta a casa. Ou seja, em determinado momento, todas as pessoas estao juntas, a olhar para o mesmo ponto de vista, mesmo que todos os pontos de vista sejam diferentes, em cada momento, sao olhados, à vez, pelas mesmas pessoas, e com a mesma disposiçao.
Este é o princípio base (mas a coisa complica, ou complementa, um bocado) do Pensamento Paralelo.
Nao há mais dois lados opostos, existe um grupo que em determinado momento se sintoniza num lado do problema, depois em outro, depois em outro, e depois em outro...
Dirao: Mas isso leva a que depois de se analisarem todos os pontos de vista haja debate de novo. Nao!
O Pensamento Paralelo nao pretende definir "o que é" como a argumentaçao e portanto, na verdade, nao necessita de uma conclusao, este tipo de prática pretende definir "o que pode ser"!
Quando as quatro pessoas dao a volta à casa elas nao vao discutir se a janela está mais à direita ou mais a esquerda, alguém dirá "Há uma porta aqui" e outra acrescentará "Há uma janela alí". Nao existe um debate, existe um acréscimo de conhecimento.
E se se tornar necessária uma conclusao? Veremos!
Outro aspecto sobre este tipo de pensamento é que ele obriga-nos a ver os problemas com diferentes modos... explico:
Quando pensamos, muitas vezes, é como se estivessemos a fazer malabarismo com 10 bolas ao mesmo tempo. É muito difícil ter opinioes ora factuais, ora emocionais, ora positivas, ora cautelosas, ora criativas, ora tudo isto!... Juntamos tudo numa amalgama e começamos a disparar em cada direcçao.
Pensem nos lados casa como cada uma das características. Pensem que todos olham para a casa com uma disposiçao emocional "Gosto mesmo desta casa, faz-me sentir bem", "Eu nao gosto da cor", e agora algo factual "Na cidade eu nao tenho o lago à porta de casa, nem o cheiro a eucalipto quando abro a janela", "A cor desta casa é amarela". Ao juntar estas perspectivas a todas as outras a percepçao daquilo "que pode ser" e até daqui que "é" torna-se bastante mais evidente, nao acham? O ego foi removido da equaçao e em determinado momento toda a gente "viu" a casa pelo mesmo prisma.
Ter 10 cabeças a pensar no mesmo ponto de vista à vez (mais que o ponto de vista é com a mesma disposiçao) é muito mais produtivo do que ter 10 pessoas a pensar por si e a tentar derrubar os outros 9.
Ao escrever este post sinto que fica bastante incompleto mas a minha intençao tambem nunca é abrir a cortina, acho que podem perceber melhor (e melhor que eu) se aquilo que interessar o pesquisem. Tudo o que escrevi aprendi em livros ou em artigos (este post tem muito pouco de desvaneio pessoal) mas a maior parte, ou pelo menos a parte que considero importante, vem do livro Six Thinking Hats de Edward de Bono.
Aconselho vários livros, normalmente pelo prazer que dá a sua leitura, mas este... aconselho-o a toda a gente como forma de impulsionar o nosso mundo a uma mudança para melhor! E se eu nao vos convenço que convençam os seguintes factos:
Sim, gostava mesmo que mais pessoas lessem este livro!!!
E esclareço quando digo "os grandes filósofos", porque outros "menores" parecem-me ter produzido trabalhos bastante mais importantes dos quais, do pouco que conheço, sou grande apreciador.
Outro post virá um dia onde explico melhor a minha opiniao...
Toda a gente tem uma ideia do que é argumentar.
O que nos dizem os textos é que:
A teoria da argumentaçao prende-se em tres disciplinas: a lógica, o dialecto e a retórica.
Terá começado o seu caminho histórico com Sócrates, passando por Platao e terminando (ou começando verdadeiramente como uma disciplina de estudo sério) com Aristóteles, resumindo muito muito.
Os Gregos valorizavam mais a Filosofia, a Musica, o Pensamento, enfim, "artes" mais conceptuais eu diria, mas isto pode ser contestado, nao é uma verdade absoluta em si.
Ao contrário os Romanos sempre foram mais pragmáticos, chegaram a desvalorizar a Ciência em prol da Retórica e de estudos Políticos e Literários.
No computo geral a educaçao Grega era melhor, seja dito. Seria normal aliás para um jovem, no tempo em que coexistiram com grandes naçoes e que a primeira nao havia influenciado definitivamente a segunda, que quisesse ter sucesso e assim o pudesse fosse terminar os seus estudos na Grécia.
Serve isto apenas para demonstrar como era importante o conhecimento para estas civilizaçoes que nas classes médias e alta tinham uma educaçao que podia ser quase considerada melhor que a de hoje (de acordo com o que se creia ser uma boa educaçao).
A Argumentaçao, voltamos ao início, foi criada como forma de debate lógico e persuasivo entre duas ou mais partes. Argumentar tem como base a pretensao de fazer crer a outros que a nossa ideia é a correcta, ou que aquilo que expomos é o lógico e o correcto.
Se o mundo fosse plano este sistema era perfeito. A é melhor que B optamos por A, A+C melhor que A, e A e C nao se excluem, optamos por A+C, perfeito.
A arte de bem expor argumentos, de bem falar, era um dos maiores privilégios e uma das qualidades maiores num homem e hoje, mais de 2000 anos depois, a coisa nao mudou muito na verdade. Aquele que consegue expor os seus argumentos de forma exemplar, sem falhas, com contra-argumentos, convicçao, e que consiga derrotar aqueles que tenham opinioes diferentes, é um homem de sucesso.
O exemplo mais claro é a própria Democracia, criada também nesse tempo. O sistema democrático baseia-se neste sistema de argumentaçao. Várias partes debatem entre umas e outras tentando convencer os outros sobre os seus certos pontos de vista.
Para terminar esta parte que fala da argumentaçao falamos do seu aspecto mais importante, o seu propósito final! A argumentaçao pretende definir, estabelecer por A + B, "aquilo que é"! O que é o bem, o que é o mal, o que é o amor, o que é a justiça, o que é o melhor! O problema em tentar definir "o que é", é que aquilo que é é muitas coisas em muitos momentos! O mundo nao é estanque, nao é plano!
Em 80% dos dialogos argumentativos de Sócrates (assim escritos por Platao) nao existe mesmo conclusao alguma. Ele limita-se a apontar o que é "errado" na tentativa de expor por oposiçao o "correcto".
Platao dizia que a verdade estava escondida para lá das sombras que viamos, expo-lo brilhantemente na sua alegoria da caverna e Aristóteles com a sua lógica taxonómica de inclusao e exclusao punha tudo dentro de "caixas". Podia ou nao algo estar dentro de uma caixa, o que nao podia era estar meio dentro e meio fora da caixa, nem podia estar em parte alguma que nao fosse dentro ou fora desta caixa. Ou era, ou nao era!
Como nota mesmo final é importante admitir a componente que o ego tem em tudo isto. Torna-se uma luta pessoal ganhar uma argumentaçao, onde o meu ego sai inflado ou diminuido se eu a ganho ou nao, por isso, no mundo moderno, estes debates sao motivados demasiadas vezes por esta componente. Nao é certo, nao, mas acredito que é muito habitual.
Imaginemos agora outra alegoria:
Estamos numa casa de campo, quatro pessoas estao de cada lado dos quatro lados da casa e cada uma delas está a tentar argumentar que a casa é como ela a vê, todas têm razao, mas nenhuma entende, porque assumiu o seu papel argumentativo, com o ego assente também, e procurará convencer as outras de que o seu ponto de vista é o correcto.
Imaginemos agora que as 4 pessoas dao, juntas, a volta a casa. Ou seja, em determinado momento, todas as pessoas estao juntas, a olhar para o mesmo ponto de vista, mesmo que todos os pontos de vista sejam diferentes, em cada momento, sao olhados, à vez, pelas mesmas pessoas, e com a mesma disposiçao.
Este é o princípio base (mas a coisa complica, ou complementa, um bocado) do Pensamento Paralelo.
Nao há mais dois lados opostos, existe um grupo que em determinado momento se sintoniza num lado do problema, depois em outro, depois em outro, e depois em outro...
Dirao: Mas isso leva a que depois de se analisarem todos os pontos de vista haja debate de novo. Nao!
O Pensamento Paralelo nao pretende definir "o que é" como a argumentaçao e portanto, na verdade, nao necessita de uma conclusao, este tipo de prática pretende definir "o que pode ser"!
Quando as quatro pessoas dao a volta à casa elas nao vao discutir se a janela está mais à direita ou mais a esquerda, alguém dirá "Há uma porta aqui" e outra acrescentará "Há uma janela alí". Nao existe um debate, existe um acréscimo de conhecimento.
E se se tornar necessária uma conclusao? Veremos!
Outro aspecto sobre este tipo de pensamento é que ele obriga-nos a ver os problemas com diferentes modos... explico:
Quando pensamos, muitas vezes, é como se estivessemos a fazer malabarismo com 10 bolas ao mesmo tempo. É muito difícil ter opinioes ora factuais, ora emocionais, ora positivas, ora cautelosas, ora criativas, ora tudo isto!... Juntamos tudo numa amalgama e começamos a disparar em cada direcçao.
Pensem nos lados casa como cada uma das características. Pensem que todos olham para a casa com uma disposiçao emocional "Gosto mesmo desta casa, faz-me sentir bem", "Eu nao gosto da cor", e agora algo factual "Na cidade eu nao tenho o lago à porta de casa, nem o cheiro a eucalipto quando abro a janela", "A cor desta casa é amarela". Ao juntar estas perspectivas a todas as outras a percepçao daquilo "que pode ser" e até daqui que "é" torna-se bastante mais evidente, nao acham? O ego foi removido da equaçao e em determinado momento toda a gente "viu" a casa pelo mesmo prisma.
Ter 10 cabeças a pensar no mesmo ponto de vista à vez (mais que o ponto de vista é com a mesma disposiçao) é muito mais produtivo do que ter 10 pessoas a pensar por si e a tentar derrubar os outros 9.
Ao escrever este post sinto que fica bastante incompleto mas a minha intençao tambem nunca é abrir a cortina, acho que podem perceber melhor (e melhor que eu) se aquilo que interessar o pesquisem. Tudo o que escrevi aprendi em livros ou em artigos (este post tem muito pouco de desvaneio pessoal) mas a maior parte, ou pelo menos a parte que considero importante, vem do livro Six Thinking Hats de Edward de Bono.
Aconselho vários livros, normalmente pelo prazer que dá a sua leitura, mas este... aconselho-o a toda a gente como forma de impulsionar o nosso mundo a uma mudança para melhor! E se eu nao vos convenço que convençam os seguintes factos:
- de Bono foi convidado para presidir uma reuniao de laureados Prémios Nobel.
- Tem um planeta com o seu nome.
- Está na lista de 250 personalidades que mais contribuíram para a História Humana elaborada por um grupo de Professores de Africa do Sul.
Sim, gostava mesmo que mais pessoas lessem este livro!!!
23 de maio de 2011
Provérbios 10
Versao PT: Passar de cavalo para burro
Versao ES: Pasar de Guatemala a "Guatepeor"
Versao DE (traduzido): Passar da chuva para a calha
Assim se fazem eufemismos sobre as más decisoes que existem em toda a parte!
PS - o motivo pelo qual tenho demorado mais entre cada post é o trabalho nada mais... peço perdao... o texto de hoje nao era este sequer mas queria postar algo (como dizem os espanhois) "por narizes" tinha de postar algo! E aqui está... mas os textos Argumentaçao VS Pensamento Paralelo e Restaurantes para 2 estao a ser trabalhados! Amanha... Barcelona de novo... ... até depois!
19 de maio de 2011
Estas conversas deixam-me deprimido
Alema - Quanto tempo demora o comboio de Lisboa a Madrid?
Eu - A noite toda... faz-se a viagem de noite!
A - Como a noite toda? Estou a falar do normal, numa viagem normal!
E - Esse é o normal, o único aliás... só há essa velocidade!
A - COMO??? - e escrevo em letras capitais porque o "como" foi dito alto, com olhos abertos e com uma inclinaçao até mim que me assustou um pouco, também pela constituiçao muito germânica da senhora.
E - Sim é isso!
A - Mas como é que isso pode ser??? Duas capitais Europeias, que estao tao perto... como podem demorar tanto tempo???
E - É o que temos!
__________________________________________________________________________
A - Desculpa dizer-te isto... mas Portugal, na Europa, é visto como o fim do mundo... voces e a Grécia, sao o fim do mundo!
E - Pois quer dizer... estamos na ponta sim!
A - Nao é só isso! É que estao mesmo muito longe! Como é que se vai para Portugal? Apanha-se um aviao mas depois esta-se aí e nao se pode ir para mais lado nenhum. Além disso... ninguém conhece Portugal... quer dizer... na Alemanha eu posso comprar queijos, vinhos e outras coisas Francesas ou Italianas, de Portugal... bem... talvez um Mateus Rosé e um vinho do Porto... mas acho que nada mais! Voces nao estao ligados à Europa, nao fazem parte do tecido Europeu.
(Neste momento eu já estou a pensar que ou sou um perfeito anormal ou um génio... porque penso na clara evidência do que me diz, mas parece que em Portugal sou eu e mais dois ou tres e como já disse aqui uma vez "se a maioria diz que estou errado, o mais normal, ainda que nao seja regra, é que esteja".)
- No Aeroporto de Frankfurt por exemplo... seria difícil coordenar tantos destinos, é um aeroporto central europeu e tem avioes a vir e a ir para todas as partes, além disso nao faz sentido ter 1000 voos a partir para tanto sítio... o que os senhores Alemaes fizeram, espertos, foi, por exemplo, todos os voos para cidades secundárias em Espanha, como Bilbao ou Sevilha, ou Faro em Portugal, praticamente todos estes voos fazem escala em Maiorca! Vao todos para lá, depois daí distribui-se a gente! Mais vale levar avioes cheios até maiorca e depois fazer viagens menores com meios avioes que fazer tantas viagens com avioes vazios. E nao percebo como Portugal nao faz o mesmo para a América. Na Irlanda eles vao tentando... mas estao um bocado já para cima... voces estao no sítio perfeito... nao sei como nao há ninguém esperto em Portugal para o fazer.
(Neste momento sinto uma sensaçao dejá vu... lembro de uma pessoa na televisao e em debates televisivos dizer mais ou menos o mesmo...)
- Voces estao muito longe... a sério... nao deve ser fácil fazer a vossa economia crescer. Mas têm de se ligar à Europa.
Na verdade o problema de Portugal sabes... é mesmo pertencer à Europa... porque agora... se Portugal tivesse o escudo e estivesse fora... pois o problema nao era grande... o escudo descia, nao tinha valor e toda a gente ia aí passar férias... pronto! Mas estao na Europa têm de estar ao nível dos grandes, perto pelo menos, e nao é por serem um país pequeno: Dinamarca, Luxemburgo, Holanda e Bélgica também o sao; mas estes fazem parte da Europa... bem... para eles é mais fácil... para voces nao... mas têm do tentar a todo o custo. Isso digo-te já é o mais importante para poderem recuperar... têm de entrar na Europa.
A opiniao pode ser contestada e debatida.
No entanto, a uma pessoa que já viveu na Alemanha, em Espanha, 6 meses em Portugal como hippie nao era eu ainda nascido, Marrocos, que já visitou meio mundo (além de ser uma excelente cozinheira), e que tem uma cultura que se pode ficar a ouvir falar sem interrupçoes por horas... bem... há que pelo menos considerar a sua opiniao. Quanto mais nao seja pela franqueza... senti o meu orgulho nacional ferido alguns momentos... mas eu concordo... e por muito que me custe a mim (isto é puramente opiniao pessoal), tenho de aceitar.
Vou procurar escrever menos temas políticos aqui... eu tenho opinioes, mas mesmo nas minhas vejo algumas falhas, pontos que nao estao perfeitamente apurados, ou que representam uma verdade crítica. Por isso acho que me deixarei de isto aqui... num diálogo pode ser... é mais fácil. Assim é demasiado determinante.
Eu - A noite toda... faz-se a viagem de noite!
A - Como a noite toda? Estou a falar do normal, numa viagem normal!
E - Esse é o normal, o único aliás... só há essa velocidade!
A - COMO??? - e escrevo em letras capitais porque o "como" foi dito alto, com olhos abertos e com uma inclinaçao até mim que me assustou um pouco, também pela constituiçao muito germânica da senhora.
E - Sim é isso!
A - Mas como é que isso pode ser??? Duas capitais Europeias, que estao tao perto... como podem demorar tanto tempo???
E - É o que temos!
__________________________________________________________________________
A - Desculpa dizer-te isto... mas Portugal, na Europa, é visto como o fim do mundo... voces e a Grécia, sao o fim do mundo!
E - Pois quer dizer... estamos na ponta sim!
A - Nao é só isso! É que estao mesmo muito longe! Como é que se vai para Portugal? Apanha-se um aviao mas depois esta-se aí e nao se pode ir para mais lado nenhum. Além disso... ninguém conhece Portugal... quer dizer... na Alemanha eu posso comprar queijos, vinhos e outras coisas Francesas ou Italianas, de Portugal... bem... talvez um Mateus Rosé e um vinho do Porto... mas acho que nada mais! Voces nao estao ligados à Europa, nao fazem parte do tecido Europeu.
(Neste momento eu já estou a pensar que ou sou um perfeito anormal ou um génio... porque penso na clara evidência do que me diz, mas parece que em Portugal sou eu e mais dois ou tres e como já disse aqui uma vez "se a maioria diz que estou errado, o mais normal, ainda que nao seja regra, é que esteja".)
- No Aeroporto de Frankfurt por exemplo... seria difícil coordenar tantos destinos, é um aeroporto central europeu e tem avioes a vir e a ir para todas as partes, além disso nao faz sentido ter 1000 voos a partir para tanto sítio... o que os senhores Alemaes fizeram, espertos, foi, por exemplo, todos os voos para cidades secundárias em Espanha, como Bilbao ou Sevilha, ou Faro em Portugal, praticamente todos estes voos fazem escala em Maiorca! Vao todos para lá, depois daí distribui-se a gente! Mais vale levar avioes cheios até maiorca e depois fazer viagens menores com meios avioes que fazer tantas viagens com avioes vazios. E nao percebo como Portugal nao faz o mesmo para a América. Na Irlanda eles vao tentando... mas estao um bocado já para cima... voces estao no sítio perfeito... nao sei como nao há ninguém esperto em Portugal para o fazer.
(Neste momento sinto uma sensaçao dejá vu... lembro de uma pessoa na televisao e em debates televisivos dizer mais ou menos o mesmo...)
- Voces estao muito longe... a sério... nao deve ser fácil fazer a vossa economia crescer. Mas têm de se ligar à Europa.
Na verdade o problema de Portugal sabes... é mesmo pertencer à Europa... porque agora... se Portugal tivesse o escudo e estivesse fora... pois o problema nao era grande... o escudo descia, nao tinha valor e toda a gente ia aí passar férias... pronto! Mas estao na Europa têm de estar ao nível dos grandes, perto pelo menos, e nao é por serem um país pequeno: Dinamarca, Luxemburgo, Holanda e Bélgica também o sao; mas estes fazem parte da Europa... bem... para eles é mais fácil... para voces nao... mas têm do tentar a todo o custo. Isso digo-te já é o mais importante para poderem recuperar... têm de entrar na Europa.
A opiniao pode ser contestada e debatida.
No entanto, a uma pessoa que já viveu na Alemanha, em Espanha, 6 meses em Portugal como hippie nao era eu ainda nascido, Marrocos, que já visitou meio mundo (além de ser uma excelente cozinheira), e que tem uma cultura que se pode ficar a ouvir falar sem interrupçoes por horas... bem... há que pelo menos considerar a sua opiniao. Quanto mais nao seja pela franqueza... senti o meu orgulho nacional ferido alguns momentos... mas eu concordo... e por muito que me custe a mim (isto é puramente opiniao pessoal), tenho de aceitar.
Vou procurar escrever menos temas políticos aqui... eu tenho opinioes, mas mesmo nas minhas vejo algumas falhas, pontos que nao estao perfeitamente apurados, ou que representam uma verdade crítica. Por isso acho que me deixarei de isto aqui... num diálogo pode ser... é mais fácil. Assim é demasiado determinante.
16 de maio de 2011
Semana de trabalho
2f: Tratar finalmente do NIE... já tenho cartao de identificaçao Espanhol e finalmente ja posso fazer algo tao simples como abrir uma conta num banco sem problemas.
3f: Bilbao ver um paciente e dormir lá para
4f. ver outro paciente
5f. Fazer o exame IELTS em Madrid.
6f. Barcelona ver outro paciente...
Sábado: Contar como foi... ... até lá!
O dia em que a Política mudou
Estava-se a 26 de Setembro de 1960 e seria, se nao me equivoco, o primeiro debate presidencial de sempre na televisao.
Milhoes de americanos pararam para ver directamente os dois opositores e ter pela primeira vez na História uma visao clara e directa de quem lhes falava num frente a frente.
Este debate entre Nixon e Kennedy marcou a história televisiva e política de uma forma que na altura nao se esperaria.
Os resultados foram surpreendentes e a política nao foi a mesma desde entao.
Entre outros erros, o mais clássico, mais falado e mais caricato até - talvez também o mais determinante - foi a cor do fato de ambos os candidatos.
Kennedy - que aceitou a maquilhagem - com o seu fato negro sobre o fundo cinzento do estúdio sobressaia como o homem que ia levar a naçao para o desenvolvimento, que ia ser o pai da família, como alguém que nos pode segurar, suster... enfim... o marco da presença e da confiança.
Por outro lado estava Nixon, acabado de sair do hospital, magro, nao aceitou maquilhagem para, perante o público, se mostrar como realmente era e com um fato cinzento que o fazia desaparecer no fundo do estudio... foi um desastre.
Estudos posteriores mostraram que quem ouviu o debate pela radio achou que Nixon esteve melhor... quem o viu na televisao deu larga vantagem para Kennedy.
Muito ocorreu depois nesta campanha eleitoral, mas muito mais ocorreu depois em todas as outras pelo mundo fora!
Deixo um dos videos que se encontra pelo YouTube... apesar de ter uns baloes parvos mostra bem aquilo que pretendo descrever, mais, mostra como percebeu definitivamente a televisao como nos pode moldar a opiniao... e como somos influenciados pelo que vemos. Acho um exemplo muito interessante!
Milhoes de americanos pararam para ver directamente os dois opositores e ter pela primeira vez na História uma visao clara e directa de quem lhes falava num frente a frente.
Este debate entre Nixon e Kennedy marcou a história televisiva e política de uma forma que na altura nao se esperaria.
Os resultados foram surpreendentes e a política nao foi a mesma desde entao.
Entre outros erros, o mais clássico, mais falado e mais caricato até - talvez também o mais determinante - foi a cor do fato de ambos os candidatos.
Kennedy - que aceitou a maquilhagem - com o seu fato negro sobre o fundo cinzento do estúdio sobressaia como o homem que ia levar a naçao para o desenvolvimento, que ia ser o pai da família, como alguém que nos pode segurar, suster... enfim... o marco da presença e da confiança.
Por outro lado estava Nixon, acabado de sair do hospital, magro, nao aceitou maquilhagem para, perante o público, se mostrar como realmente era e com um fato cinzento que o fazia desaparecer no fundo do estudio... foi um desastre.
Estudos posteriores mostraram que quem ouviu o debate pela radio achou que Nixon esteve melhor... quem o viu na televisao deu larga vantagem para Kennedy.
Muito ocorreu depois nesta campanha eleitoral, mas muito mais ocorreu depois em todas as outras pelo mundo fora!
Deixo um dos videos que se encontra pelo YouTube... apesar de ter uns baloes parvos mostra bem aquilo que pretendo descrever, mais, mostra como percebeu definitivamente a televisao como nos pode moldar a opiniao... e como somos influenciados pelo que vemos. Acho um exemplo muito interessante!
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