Nao sei quanto a voces, mas ainda nao percebi esta nova tendência, esta nova moda, de por rímel nos carros... Sim, parece-me que quanto mais novo (e quanto mais caro!), mais se nota este efeito, por eyeliner nos faróis tornou-se um símbolo de design moderno e luxo...
A unica coisa que eu gostava de dizer aos designers barra engenheiros barra senhores-da-industria automóvel é:
Os carros estao lindissimos, é verdade, a minha namorada fica mesmo muito bem atrás daquele volante!
Também fazem destes para homem?
20 de junho de 2012
7 de junho de 2012
Provérbios 21 (e com boa vontade 22, 23 e 24)
Nas últimas semanas, casualmente, tenho ouvido tantos provérbios, expressoes, máximas e adágios que se nao os escrever acabo por esquecer. Deixo agora um deles, que pelas minhas divagaçoes me traz à memória mais tres...
É que o conhecimento acaba por ser como as promoçoes de supermercado, mesmo quando nao queremos, levamos sempre mais qualquer coisa...
...
O contexto geral era ameno e descontraído como o obrigam as cervejas e as azeitonas, mas a situaçao particular foi ao mesmo tempo tensa e cúmplice entre os presentes.
Dirigia-se um ex-Chefe a um Empregado-antigo, falava-se de muitas coisas: da crise, da economia, das empresas, das novas leis. Falava-se de adaptaçao, falava o ex-Chefe que podia ser chamado também de Chefe-reformado, fica a gosto daqueles que gostam ora mais de prefixos ora mais de sufixos, e apelava à compreensao das medidas, à nao resistencia à mudança tao inerente ao ser humano. O Empregado-antigo mostrava-se reticente, apreensivo e até desanimado com o panorama geral, como se - como todos nós, nao fossemos todos excelentes treinadores do lado de cá da televisao - ele soubesse, pelos largos anos da sua vida, que aquele nao era o caminho, o caminho sabia-o ele melhor que outros, e nao era aquele.
Era um debate de ideias entre aquilo a que se podem chamar dois indivíduos da velha guarda!...
Pensando bem, talvez o término nao seja correcto, ou entao, temos de perceber que a velha guarda é igual à nova guarda, com as mesmas ideias e dúvidas, preconceitos e saberes.
Fico a pensar que se Heráclito tivesse conhecido as guardas talvez se tivesse desanimado e nunca tivesse aportado o seu célebre axioma, afinal, parece que as coisas ficam sempre na mesma...
A dado momento o Chefe expoe ao Empregado como ele mesmo - o Empregado - é um agente criador e fomentador activo destes tempos que critica.
Exposto isto, o silêncio introspetivo foi momentâneo mas geral, confirmando que quem consente cala...
E conclui desta forma o Chefe:
C - Nunca te esqueças E
É que o conhecimento acaba por ser como as promoçoes de supermercado, mesmo quando nao queremos, levamos sempre mais qualquer coisa...
...
O contexto geral era ameno e descontraído como o obrigam as cervejas e as azeitonas, mas a situaçao particular foi ao mesmo tempo tensa e cúmplice entre os presentes.
Dirigia-se um ex-Chefe a um Empregado-antigo, falava-se de muitas coisas: da crise, da economia, das empresas, das novas leis. Falava-se de adaptaçao, falava o ex-Chefe que podia ser chamado também de Chefe-reformado, fica a gosto daqueles que gostam ora mais de prefixos ora mais de sufixos, e apelava à compreensao das medidas, à nao resistencia à mudança tao inerente ao ser humano. O Empregado-antigo mostrava-se reticente, apreensivo e até desanimado com o panorama geral, como se - como todos nós, nao fossemos todos excelentes treinadores do lado de cá da televisao - ele soubesse, pelos largos anos da sua vida, que aquele nao era o caminho, o caminho sabia-o ele melhor que outros, e nao era aquele.
Era um debate de ideias entre aquilo a que se podem chamar dois indivíduos da velha guarda!...
Pensando bem, talvez o término nao seja correcto, ou entao, temos de perceber que a velha guarda é igual à nova guarda, com as mesmas ideias e dúvidas, preconceitos e saberes.
Fico a pensar que se Heráclito tivesse conhecido as guardas talvez se tivesse desanimado e nunca tivesse aportado o seu célebre axioma, afinal, parece que as coisas ficam sempre na mesma...
A dado momento o Chefe expoe ao Empregado como ele mesmo - o Empregado - é um agente criador e fomentador activo destes tempos que critica.
Exposto isto, o silêncio introspetivo foi momentâneo mas geral, confirmando que quem consente cala...
E conclui desta forma o Chefe:
C - Nunca te esqueças E
a funçao do Policia é policiar, e a funçao do Ladrao é fugir.
Que é como quem demonstra que cada macaco nao está só no seu galho, se nao que está também bem situado e definido no seu meio. E se enchermos o galho com o significado acrescido pelos Brasileiros mas nao pelos Portugueses o provérbio fica ainda mais apurado/relacionado. É assim a Língua Portuguesa, cheia de duplicidades!
4 de junho de 2012
28 de maio de 2012
Poe os auscultadores... (2)
... e começa a cozinhar
E quando dou por mim acabo de adornar com oregaos a carbonara empratada e disponho o parmesao ao lado para ser servido a gosto. Fico a olhar o prato, a disposiçao dos talheres, o copo, está tudo bem!, e espero, até que de repente me lembro que estive a cozinhar para mim e que mais vale comer porque ninguém mais se vai sentar à mesa... ...
Estava bom, mas nao tao bom como o interlúdio.
26 de maio de 2012
Provérbios 20
Já ha muito tempo que nao escrevo aqui um provérbio.
Devia escrever mais, acabo por esquecer os novos que me vao dizendo. Trabalhar com gente mais velha tem esta vantagem, sabem todos estes ditos.
No outro dia, depois de se lamentar de uma situaçao pessoal verdadeiramente complicada, disse-me um colega em jeito de conclusao necessária:
- Bem Igor, mas...
Devia escrever mais, acabo por esquecer os novos que me vao dizendo. Trabalhar com gente mais velha tem esta vantagem, sabem todos estes ditos.
No outro dia, depois de se lamentar de uma situaçao pessoal verdadeiramente complicada, disse-me um colega em jeito de conclusao necessária:
- Bem Igor, mas...
nao há mal que 100 anos dure,
E assim terminamos a conversa, com esta esperança, nao!, com esta certeza de que existem coisas que só o tempo pode levar, e leva.
Esta sabedoria popular ficar-se-ia bem por aqui, mas como intemporal que é, cobre todos os cenários e para alertar os mais esperançados acrescenta - como acrescentou o meu colega, olhando para o chao, mais de si para si:
nem corpo que o aguente!
22 de maio de 2012
Olhos em bico
Hoje tive o privilégio de almoçar com vista para a Sagrada Familia.
Comi num desses restaurantes ocasionais, turístico e italiano, que os há por todas as partes. Fui atendido por um empregado indiano que, claro, me falou num Espanhol perfeito. A massa penne al pesto estava boa.
O sítio, vendo bem, parece ter propiciado desta forma a conversa que se manteve ao almoço com o Argentino que comia o seu calzone, nao me recordo de quê.
Entre outras coisas falavamos das diferenças culturais entre tantos países de tantos sítios.
Comentava eu o episódio engraçado em que me apercebi que o regime militar na Finlândia era obrigatório:
Dizia-me o Finlandes:
Nao, aqui nao é profissional, o regime é obrigatório, tens 3 opçoes: ou vais à tropa, ou fazes serviço comunitário, numa biblioteca ou creche ou algo - que é pago como a tropa claro, o importante é que sintas que fizeste algo pelo teu país - ou entao vais para a prisao! Tens de escolher um dos 3! - e ria-se - Entao mas voces aqui com uma sociedade tao evoluida ainda têm o serviço obrigatório? Nao percebo.- e com um ar de reflexao concluiu após uns segundos - Hum, pois... mas vocês ao lado só têm Espanha. Nós aqui ao lado temos a Rússia! - e eu, conhecendo a sua História, calei-me.
Comentava mais tarde o Argentino:
A mim comentaram-me uma vez que depois de trazer algumas crianças nómadas que viviam no Sahara para a Europa, ao depararem-se com escadas subiam-nas em "quatro patas"! Nunca tinham visto escadas e achavam ser a maneira mais coerente das subir. Em duas pernas "nao dava jeito"!
Lembrava-me eu:
Ah sim, uma vez vi um documentário onde a Julia Roberts passava uma temporada com uma família nómada na Mongólia. A dado momento ela pisca o olho a um dos miudos por alguma travessura e ele fica fascinado pela "extraordinária" capacidade! Desde esse momento andavam detrás dela a pedir que piscasse os olhos um de cada vez porque achavam aquilo muito engraçado! Uma das últimas imagens do documentário é quando ela se vai embora e já no carro, ao despedirem-se - se é que me estou a lembrar bem -, os miudos ao verem-na ir, com o indicador baixam uma pálpebra para assim "piscarem" um olho também! Foi muito engraçado
E ele acrescentou aquela que foi a história mais engraçada e com a qual, quer pela forma como a contou quer pela imaginação da cena, nos rimos até quase às lagrimas:
Falando nos olhos, tive um amigo que foi ao Japao e a dado momento ve um grupo de crianças que olhavam para ele e se riam todas entre elas. Quando aquela cena havia demorado alguns instantes uma aventura-se a chegar perto dele com uma gargalhada de gozo - tal qual as nossas crianças que fazem "nanananaaa" quando nos fazem caretas; porque afinal, como sabemos, as crianças falam todas a mesma língua, aqui ou no Japao - e com esta cara e som de gozo, com os dedos indicadores e polegares nas sobrancelhas e bochechas respectivamente abriam muito os olhos "como um nao-Asiático". Feito isto desataram todos a correr e a rir pela travessura!!!
E dito isto rimos bastante!
Na Europa puxamos as missuras para ficar com os olhos em bico e contamos anedotas, na Ásia puxam as pálpebras para ficar com os olhos em redondo! e riem-se de nós.
Realmente, quao estranhos, e engraçados, somos os humanos!
Comi num desses restaurantes ocasionais, turístico e italiano, que os há por todas as partes. Fui atendido por um empregado indiano que, claro, me falou num Espanhol perfeito. A massa penne al pesto estava boa.
O sítio, vendo bem, parece ter propiciado desta forma a conversa que se manteve ao almoço com o Argentino que comia o seu calzone, nao me recordo de quê.
Entre outras coisas falavamos das diferenças culturais entre tantos países de tantos sítios.
Comentava eu o episódio engraçado em que me apercebi que o regime militar na Finlândia era obrigatório:
Dizia-me o Finlandes:
Nao, aqui nao é profissional, o regime é obrigatório, tens 3 opçoes: ou vais à tropa, ou fazes serviço comunitário, numa biblioteca ou creche ou algo - que é pago como a tropa claro, o importante é que sintas que fizeste algo pelo teu país - ou entao vais para a prisao! Tens de escolher um dos 3! - e ria-se - Entao mas voces aqui com uma sociedade tao evoluida ainda têm o serviço obrigatório? Nao percebo.- e com um ar de reflexao concluiu após uns segundos - Hum, pois... mas vocês ao lado só têm Espanha. Nós aqui ao lado temos a Rússia! - e eu, conhecendo a sua História, calei-me.
Comentava mais tarde o Argentino:
A mim comentaram-me uma vez que depois de trazer algumas crianças nómadas que viviam no Sahara para a Europa, ao depararem-se com escadas subiam-nas em "quatro patas"! Nunca tinham visto escadas e achavam ser a maneira mais coerente das subir. Em duas pernas "nao dava jeito"!
Lembrava-me eu:
Ah sim, uma vez vi um documentário onde a Julia Roberts passava uma temporada com uma família nómada na Mongólia. A dado momento ela pisca o olho a um dos miudos por alguma travessura e ele fica fascinado pela "extraordinária" capacidade! Desde esse momento andavam detrás dela a pedir que piscasse os olhos um de cada vez porque achavam aquilo muito engraçado! Uma das últimas imagens do documentário é quando ela se vai embora e já no carro, ao despedirem-se - se é que me estou a lembrar bem -, os miudos ao verem-na ir, com o indicador baixam uma pálpebra para assim "piscarem" um olho também! Foi muito engraçado
E ele acrescentou aquela que foi a história mais engraçada e com a qual, quer pela forma como a contou quer pela imaginação da cena, nos rimos até quase às lagrimas:
Falando nos olhos, tive um amigo que foi ao Japao e a dado momento ve um grupo de crianças que olhavam para ele e se riam todas entre elas. Quando aquela cena havia demorado alguns instantes uma aventura-se a chegar perto dele com uma gargalhada de gozo - tal qual as nossas crianças que fazem "nanananaaa" quando nos fazem caretas; porque afinal, como sabemos, as crianças falam todas a mesma língua, aqui ou no Japao - e com esta cara e som de gozo, com os dedos indicadores e polegares nas sobrancelhas e bochechas respectivamente abriam muito os olhos "como um nao-Asiático". Feito isto desataram todos a correr e a rir pela travessura!!!
E dito isto rimos bastante!
Na Europa puxamos as missuras para ficar com os olhos em bico e contamos anedotas, na Ásia puxam as pálpebras para ficar com os olhos em redondo! e riem-se de nós.
Realmente, quao estranhos, e engraçados, somos os humanos!
20 de maio de 2012
Poe os auscultadores...
... e começa a estudar
E quando dou por mim nao jantei e é hora de ir dormir, sorte que há sempre pizza no congelador! Foi um bom dia de estudo...
E quando dou por mim nao jantei e é hora de ir dormir, sorte que há sempre pizza no congelador! Foi um bom dia de estudo...
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